O Movimento Júnior do outro lado do Atlântico

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Por Christopher Mandl 

No ano de 1967 surgiu na França, pela primeira vez, o conceito de Júnior Empresa. Com o objetivo de fomentar o espírito empreendedor nos estudantes, o movimento se alastrou rapidamente para outras faculdades da região criando, no ano de 1969, a primeira rede de confederações juniores neste país.

Portugal foi igualmente um pioneiro no movimento tendo, juntamente com a França, Itália, Holanda e Suíça, fundado no ano de 1992 a JADE – European Confederation of Junior Enterprises. Curiosamente, crê-se que foi a influência brasileira que fez com que o Movimento de Júnior Empresas começasse os seus primeiros passos em Portugal, no final dos anos oitenta.

Atualmente, é no país de origem que o movimento apresenta mais expressão dentro da Europa, no entanto, ainda fica a largos passos atrás do país com maior relevo a nível mundial; o Brasil. A Brasil Júnior e a JADE Europa são, a nível global, as duas maiores organizações que representam os júnior empresários na expansão do movimento.

A JADE é composta por 15 confederações que, consequentemente, são países membros da união europeia e trabalha em parceria juntamente com a Brasil Júnior. Com sua sede em Bruxelas, atualmente o movimento europeu conta com 300 Júnior Empresas e mais de 20.000 jovens empreendedores.

Embora pequeno, o panorama em Portugal tem vindo a apresentar resultados muito positivos frutos de um crescente incentivo ao empreendedorismo e à inovação. Atualmente, existem 12 júnior empresas federadas (estatuto que cumpre um conjunto de critérios organizacionais, legais, financeiros e de qualidade definidos pela federação portuguesa) e existem também cerca de 25 júnior iniciativas que são júnior empresas ainda em processo de criação e desenvolvimento, mas que não cumprem os critérios de entrada na federação.

Um dos principais objetivos da JADE Portugal e da JADE Europa é o de criar cooperação com organizações nacionais e internacionais no âmbito do desenvolvimento das sociedades europeias e dos seus países membros. A forte presença de JE’s em ambas as federações (europeias e brasileiras) juntamente com um espírito de entreajuda único neste movimento, são fatores determinantes para fortalecer as relações transatlânticas entre as duas entidades.

É deste modo importante continuar a investir em eventos que promovam a colaboração entre empresas e federações de todo o mundo, de modo a garantir o crescimento e a partilha de ideias entre as diversas entidades. Exemplo deste tipo de eventos é o JEWC: Junior Enterprise World Conference onde o principal objetivo é trazer o tema do empreendedorismo ao público, empoderar os participantes no papel de líderes globais e conectar a juventude para empreender colaborativamente em um mundo melhor para todos.

Concluímos então que trabalhar em conjunto no desenvolvimento de líderes e fomentar o espírito empreendedor entre a população mais jovem são uma peça fundamental na criação de uma sociedade mais justa e inovadora. As parcerias entre organizações de diversos países são fundamentais na aceleração deste movimento e na criação de uma nova e ambígua geração de líderes.